A LG divulgou nesta quinta-feira que lançará em 2014 o primeiro computador desktop com base no sistema operacional Chrome OS. Chamado de Chromebase, ele terá tela de 21,5 polegadas Full HD, processador Intel Celeron, 2GB de memória e webcam capaz de filmar em 720p HD.
A LG ainda não revelou preços nem data de lançamento oficial do Chromebase, mas revelou que deve dar mais detalhes sobre o computador na CES 2014, que acontece em Las Vegas em janeiro.
O novo computador terá também uma série de acessórios, dos tradicionais mouse e teclado a até um organizador de cabos. “É um aparelho que mostra o futuro dos desktops, podendo ser adotado em casa, mas também em escolas, hotéis, call centers e outros ambientes de negócios”, disse Hyoung-sei Park, chefe de negócios em tecnologia da LG, através de um comunicado à imprensa.
O Chrome OS é um sistema operacional baseado em Linux que funciona primariamente com aplicativos na nuvem. Até o momento, apenas notebooks eram feitos com o sistema – os chamados Chromebooks, fabricados desde 2011 por empresas como Acer e Samsung.
Fonte: http://www.d24am.com/noticias/tecnologia/lg-anuncia-primeiro-desktop-com-chrome-os/102679
sábado, 11 de enero de 2014
lunes, 6 de enero de 2014
Processador do Mac Pro pode ser removido da placa mãe
O Mac Pro é o mais potente computador disponível hoje no portfólio da Apple. Pequeno e com um formato circular diferenciado, o equipamento traz peças, em sua maior parte, proprietárias ou customizadas, permitindo que apenas componentes como as memórias RAM e o HD SSD possam ser trocados de maneira fácil pelo usuário. A desmontagem da máquina, feita pelo site Other World Computing, trouxe uma novidade em relação ao processador. Agora, ele pode ser removido da placa mãe.
A opção feita pela Apple, em vez das tradicionais soldas aplicadas em modelos anteriores da marca, pode indicar uma intenção de facilitar os upgrades futuros. O Mac Pro utiliza chips Intel Xeon E5, com diversas configurações que vão desde a básica, com quatro núcleos e 3,7 GHz, até a mais avançada, com 12 e 2,7 GHz.
O valor de tais processadores, porém, ainda é bem alto. Mas, levando-se em conta a intenção da Apple de fazer com que seus clientes usem as máquinas por muitos anos, a tendência é que os preços diminuam e a novidade de hardware deve ser bem interessante a quem estiver pensando em fazer um upgrade daqui a algum tempo.
Fonte:http://canaltech.com.br/noticia/apple/Processador-do-Mac-Pro-pode-ser-removido-da-placa-mae/
viernes, 3 de enero de 2014
Hasta la vista, baby: 8 programas que nos deixaram em 2013
Eles se foram. Já não estão mais entre nós. Hoje, são apenas ex-programas, apps abandonados, servidores apagados. Estamos falando dos ilustres programas que nos deixaram em 2013... E aqui lhes prestamos uma homenagem.
Um software desaparece por muitos motivos. Alguns apps são vítimas das limpezas periódicas de produtos; outros deixam de ser desenvolvidos por não serem mais rentáveis; e alguns são comprados para serem absorvidos e/ou guardados numa gaveta. Quando se trata de serviços populares, os usuários que lamentam sua perda chegam aos milhares.
O destino desses aplicativos é o esquecimento, mas, diferentemente do que ocorre com livros e obras de arte, o software pode desaparecer para sempre - ou tornar-se inacessível se ninguém preservá-lo em um arquivo digital. O abandono é um final pouco digno para bilhões de linhas de código que consumiram anos de esforço intelectual.
Muitos dos aplicativos que sumiram em 2013 tinham sido companheiros fieis dos nossos computadores e telefones durante anos e, simplesmente, evaporaram. A impressão que eles deixaram, entretanto, perdura na nossa memória. Alguns dos aplicativos e serviços que vamos mencionar a seguir dificilmente serão esquecidos.
O grande Winamp exalou seu último MP3
Foi o primeiro reprodutor para muitos de nós e, mesmo que tenha sido abandonado em massa após a desastrosa versão 3, o Winamp seguia no coração de muitos. O AOL decidiu desconectá-lo da tomada no dia 21 de novembro de 2013. Restam apenas a lembrança e uma longa lista de alternativas para escolher...
O Google Talk foi substituído pelo Hangouts
Google Talk, um dos aplicativos de mensagens instantâneas mais simples e práticos da história, foi substituído pelo Hangouts, muito mais completo e complexo. O Meebo também. O mítico serviço de bate-papo multiprotocolo que funcionava no navegador, foi fechado.
O AltaVista fez sua última busca
Um dos buscadores míticos dos anos 1990 caiu na "Grande Limpeza" que o Yahoo! empreendeu em 2013. Marissa Mayer acabou riscando um nome mítico da internet, um motor de buscas que até 2001 seguia tendo mais tráfego que o Google. Uma pena.
O Lavabit se viu obrigado a fechar suas portas
O escândalo da NSA, uma das grandes notícias de 2013, trouxe consigodesaparecimentos memoráveis. O mais famoso foi o do correio eletrônico seguro Lavabit que, pressionado pelo governo dos Estados Unidos, decidiu encerrar seus serviços. E lá se foi um serviço bastante confiável para troca de mensagens.
O Symbian foi abandonado pelo Windows Phone
Com a compra da divisão de celulares da Nokia pela Microsoft, o Symbian viu desaparecer qualquer esperança de continuidade. Agora que a Nokia se concentra exclusivamente no Windows Phone, estratégia que está dando bons resultados, o Symbian agoniza e morre. Mas cá entre nós: não vai fazer muita falta, uma vez que se trata de um sistema operacional que parou no tempo se comparado com a concorrência do iOS, Android e do próprio Windows Phone.
O velho logo do Yahoo! desapareceu quase por completo
Marissa Mayer, que assumiu o posto de CEO do Yahoo! em 2013, não apenas comprou e fechou produtos, mas também mudou o design clássico da companhia, começando peloseu logo. As mudanças foram mais notadas no serviço de e-mail do Yahoo!, mas os usuários - esses eternos insatisfeitos - reclamam a volta do antigo símbolo...
O Google Reader foi deixado de lado para potencializar o G+
Mesmo que não tenha sido para tanto, o desaparecimento de um produto de excelente saída como o Reader não deixou ninguém indiferente: era um leitor de notícias funcional e sem concorrentes diretos. O bom da sua morte foi que impulsionou toda uma gama dealternativas muito válidas. E considerando que sua extinção teve o objetivo de impulsionar o Google+, só o tempo dirá se a estratégia deu certo.
Windows Live Messenger liberou o caminho para o Skype
Há programas que morrem quando a rede que eles utilizam morre também. Em 2013, a rede do mítico Windows Live Messenger foi encerrada progressivamente pela Microsoft, o que forçou milhões de usuários a migrarem para o Skype - que também tem recurso de comunicador instantâneo, mas é mais famoso por realizar ligações VoIP -, que a empresa do Bill Gates havia comprado um ano antes.
Não fique triste. Às vezes eles ressuscitam
Às vezes, os programas ressuscitam. Por exemplo, já existe um abaixo-assinado para que o código-fonte do Winamp seja liberado: dessa forma, os programadores voluntários poderiam seguir atualizando o programa.
Por outro lado, num dos episódios mais estranhos de 2013, vimos como a Adobe liberava a suíte Adobe CS2 grátis na sua página web e logo voltava atrás para desmentir as notícias publicadas na web. Foi uma pisada de bola, mas serviu para mostrar que, se os desenvolvedores de software quiserem, podem, sim, ressuscitar um programa...
lunes, 23 de diciembre de 2013
Intel vai desenvolver processadores de 18 núcleos
A Intel está a planear o fabrico de um processador de 18 núcleos que vai motorizar servidores e workstations que podem chegar ao mercado em 2015. O fabricante norte-americano também estará a trabalhar em novos processadores ultra low voltage para tablets.
A informação avançada pela cnet, que cita o site VR-Zone, indica que a Intel está a planear uma nova geração de processadores de 18 núcleos que vão integrar servidores e workstations. A arquitetura, com o nome de código Broadwell, vai tirar partido de técnicas de fabrico mais eficientes que permitem colocar mais núcleos em cada bolacha de silício. Os novos processos de fabrico vão passar a ser de 14 nanómetros, enquanto os atuais usam 22 nanómetros.
A cnet cita outro site, CPU World, e avança que a arquitetura Broadwell (a chegar a meio de 2014), vai integrar processadores de muito baixa voltagem de dois núcleos, chipset gráfico de média gama (GT2) e 8 GB de memória. Tudo isto, pode vir a dar aos tablets o desempenho de ultrabooks e autonomias que atinjam as 24 horas de utilização.
lunes, 16 de diciembre de 2013
Malware é capaz de infectar computadores por ondas de som
Um grupo de cientistas desenvolveu um protótipo de malware que traz, no mínimo, preocupação. Capaz de ir de um computador para outro por meio de sinais de som inaudíveis, a ameaça pode transmitir senhas e outros dados sensíveis mesmo a máquinas não conectadas à internet.
As informações são do ArsTechnica, e os responsáveis pelo desenvolvimento do software são pesquisadores do Instituto de Comunicação, Processamento de Informações e Ergonomia de Fraunhofer, na Alemanha. Mas os usuários ainda podem ficar tranquilos, já que o programa ainda não passa de um conceito – apesar de ter sido revelado pouco depois de relatos envolvendo uma ameaça chamada badBIOS, que funcionava de forma parecida.
Para criar o protótipo do malware, os cientistas utilizaram dois notebooks Lenovo T400, comuns, e diferentes métodos de transferência de dados por sons inaudíveis. O que se mostrou mais eficaz é baseado em um software criado originalmente para transferir dados debaixo d’água, e dependeu apenas dos microfones e dos alto-falantes embutidos nas máquinas.
O modem com o Sistema de Comunicação Adaptável (ACS, na sigla em inglês) conseguiu passar os dados entre os computadores a uma distância de quase 20 metros. Parece pouco, mas, segundo o ArsTechnica, uma “corrente” de máquinas poderia retransmitir o sinal diversas vezes para atingir locais e dispositivos ainda mais distantes – precisariam só de microfones e alto-falantes funcionais.
Ameaça pode transmitir senhas e outros dados sensíveis mesmo a máquinas não conectadas à internet.
A transferência por meio de ondas de som ainda tem suas limitações, claro – especialmente se for baseada no ACS. A largura de banda, por exemplo, é pequena, trabalhando na casa dos 20 bits por segundo. Isso torna impossível passar arquivos maiores de um computador para outro, mas já é o suficiente para transmitir dados pequenos, como senhas e outras informações sensíveis. Ou seja, na teoria, para se aproveitar dos métodos de transmissão por som, bastaria a um invasor “configurar” o malware para focar em um tipo específico de dado.
Proteção
A pesquisa dos cientistas alemães não trouxe à tona apenas a possibilidade de contaminar máquinas por ondas sonoras. Entre outras informações, há meios de se proteger de eventuais ataques “pelo ar”. O estudo mostra que “um filtro de som pode ser usado para controlar qualquer fluxo de informações baseado em áudio”, por exemplo.
Outra opção seria “um sistema que detecta áudios ‘intrusos’”. Ele “poderia analisar qualquer entrada e saída de som”, detectando assim “sinais modulados ou mensagens escondidas na gravação”
lunes, 9 de diciembre de 2013
Próxima geração dos cabos USB finalmente terá encaixe reversível
Confesse: quantas vezes você teve de olhar na entrada USB do seu notebook ou computador para acertar o lado em que o dispositivo deve ser encaixado? Não é algo tão grave, mas com certeza é irritante, principalmente quando se está com pressa para abrir algum arquivo.
Mas calma, porque a boa notícia é saber que esse problema está com os dias contados. O grupo USB 3.0 Promoter anunciou nesta quarta-feira (4) um novo modelo de conector USB que terá uma entrada reversível. Como informa o The Verge, o "Type-C" vai permitir que você encaixe seu pendrive ou cabo USB independente da posição da peça, já que tanto a parte de cima como a de baixo serão iguais.
O novo padrão USB Type-C não é a única mudança nesse tipo de conexão, que virá com um design mais moderno e suporte escalável de carregamento de energia, ou seja, para acompanhar a demanda de gadgets que precisam de mais eletricidade ou carga rápida. Além disso, o encaixe será menor com tamanho similar ao USB 2.0 Micro-B (entrada presente na maioria dos smartphones Android).
Apesar de ser um alívio para muita gente, o USB reversível já existe em conexões como a Lightning Bolt e a Thunderbolt, muito usadas em dispositivos da Apple. A diferença é que, agora, este será o padrão de todos os conectores USB disponíveis no mercado. No entanto, a chegada do Type-C deve gerar um certo desconforto para quem já não é acostumado com esse padrão, já que, assim como a USB 3.0, ainda deve demorar a ser popularizada.
Os primeiros periféricos equipados com a novidade, segundo a empresa, têm previsão de lançamento para meados de 2014. Mais informações sobre a próxima geração das entradas USB podem ser vistas neste PDF (em inglês).
miércoles, 4 de diciembre de 2013
IBM abre supercomputador ao resto do mundo
O Watson ganhou em 2011 um concurso televisivo de cultura geral. Agora, pode ser utilizado para aplicações e serviços.
A IBM decidiu transformar o supercomputador Watson, que se celebrizou por ter ganho um concurso televisivo, num sistema que pode ser utilizado através da Internet para desenvolver aplicações e serviços.
O Watson é um computador com inteligência artificial, que é capaz de interpretar a linguagem natural dos humanos. Ganhou fama quando venceu o concurso Jeopardy!, nos EUA, em 2011. Trata-se de um concurso de cultura geral, em que os jogadores têm não apenas de ter conhecimentos, mas ser rápidos a assinalar que querem dar a resposta. Numa sessão especial do programa, o computador levou a melhor sobre dois antigos vencedores do concurso – e ambos tinham tido sucesso suficiente numa série de edições anteriores para ficarem milionários graças às respostas certas.
Agora, empresas, académicos e demais interessados poderão aceder à capacidade computacional do Watson, que passa assim a funcionar como uma plataforma. Para isto, é preciso apresentar à empresa uma proposta de utilização e esperar que esta seja aceite. A IBM não divulgou eventuais preços envolvidos.
Entre os serviços que já estão a ser desenvolvidos com o poder computacional do Watson estão um assistente pessoal de compras. Esta aplicação analisa os hábitos dos utilizadores, o historial de compras e todo o tipo de informação (como as características do produto e as críticas na imprensa especializada) para oferecer sugestões, sob a forma de diálogo. Por exemplo, o potencial comprador poderá perguntar: “Quero um carro que sirva para toda a família. O que devo comprar?”.
Uma outra empresa desenvolveu um serviço para ajudar os hospitais e instituições de saúde dos EUA a tomar decisões sobre o material que compram. Já no mês passado, a IBM fez uma parceria com uma universidade para que fazer com que o Watson aprenda medicina e possa vir a ajudar médicos.
O computador começou a ser desenvolvido em 2006, por uma equipa de investigação da IBM, uma empresa que tem uma tradição de criar supercomputadores para defrontar o intelecto humano, como aconteceu com Deep Blue, que derrotou – embora apenas à segunda tentativa – o icónico xadrezista Garry Kasparov, numa partida de seis jogos, em 1997.
No Jeopardy!, um dos desafios para a máquina era interpretar as pistas que conduzem à resposta certa. Por outro lado, o computador tinha de encontrar a resposta entre o manancial de informação que tinha armazenada, entre a qual todo o conteúdo da Wikipedia.
Para um humano, é fácil perceber que o significado de uma frase e identificar a informação relevante para uma determinada questão, mas o mesmo não acontece com os computadores. Tipicamente, os computadores são usados através de comandos próprios, mas têm vindo a ser desenvolvidos programas cada vez mais eficazes a interpretar a linguagem natural – por exemplo, os motores de busca esforçam-se por perceber aquilo que os utilizadores lhes estão a “perguntar” quando fazem uma pesquisa.
O sistema que a IBM está agora a disponibilizar é diferente daquele que foi levado ao concurso. Na altura, a empresa construiu uma máquina com um 2900 núcleos de processamento e 15 terabytes de memória RAM. Um computador portátil pode hoje ter 8GB de RAM – ou seja, cerca de 3800 vezes menos do que aquela versão do Watson. Porém, agora, os computadores Watson têm configurações mais modestas, com processadores entre 16 e 32 núcleos e 256GB de RAM A IBM pode pôr várias destas máquinas a trabalhar em simultâneo para aumentar a capacidade do sistema.
“O Jeopardy! foi seleccionado como o teste último das capacidades da máquina, porque se baseava em muitas capacidades cognitivas humanas que tradicionalmente estão para lá da capacidade dos computadores”, descreve a IBM, no site dedicado ao Watson. Estas capacidades incluem perceber significados ambíguos, ironia e rimas, responder de forma extremamente rápida e fazer “ligações lógicas subtis e complexas”. Num humano, descreve a empresa, “estas capacidades vêm com uma vida de participação em interacções humanas e em decisões, a par de uma imersão na cultura popular”.
Fonte:http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/ibm-abre-supercomputador-ao-resto-do-mundo-1612718
A IBM decidiu transformar o supercomputador Watson, que se celebrizou por ter ganho um concurso televisivo, num sistema que pode ser utilizado através da Internet para desenvolver aplicações e serviços.
O Watson é um computador com inteligência artificial, que é capaz de interpretar a linguagem natural dos humanos. Ganhou fama quando venceu o concurso Jeopardy!, nos EUA, em 2011. Trata-se de um concurso de cultura geral, em que os jogadores têm não apenas de ter conhecimentos, mas ser rápidos a assinalar que querem dar a resposta. Numa sessão especial do programa, o computador levou a melhor sobre dois antigos vencedores do concurso – e ambos tinham tido sucesso suficiente numa série de edições anteriores para ficarem milionários graças às respostas certas.
Agora, empresas, académicos e demais interessados poderão aceder à capacidade computacional do Watson, que passa assim a funcionar como uma plataforma. Para isto, é preciso apresentar à empresa uma proposta de utilização e esperar que esta seja aceite. A IBM não divulgou eventuais preços envolvidos.
Entre os serviços que já estão a ser desenvolvidos com o poder computacional do Watson estão um assistente pessoal de compras. Esta aplicação analisa os hábitos dos utilizadores, o historial de compras e todo o tipo de informação (como as características do produto e as críticas na imprensa especializada) para oferecer sugestões, sob a forma de diálogo. Por exemplo, o potencial comprador poderá perguntar: “Quero um carro que sirva para toda a família. O que devo comprar?”.
Uma outra empresa desenvolveu um serviço para ajudar os hospitais e instituições de saúde dos EUA a tomar decisões sobre o material que compram. Já no mês passado, a IBM fez uma parceria com uma universidade para que fazer com que o Watson aprenda medicina e possa vir a ajudar médicos.
O computador começou a ser desenvolvido em 2006, por uma equipa de investigação da IBM, uma empresa que tem uma tradição de criar supercomputadores para defrontar o intelecto humano, como aconteceu com Deep Blue, que derrotou – embora apenas à segunda tentativa – o icónico xadrezista Garry Kasparov, numa partida de seis jogos, em 1997.
No Jeopardy!, um dos desafios para a máquina era interpretar as pistas que conduzem à resposta certa. Por outro lado, o computador tinha de encontrar a resposta entre o manancial de informação que tinha armazenada, entre a qual todo o conteúdo da Wikipedia.
Para um humano, é fácil perceber que o significado de uma frase e identificar a informação relevante para uma determinada questão, mas o mesmo não acontece com os computadores. Tipicamente, os computadores são usados através de comandos próprios, mas têm vindo a ser desenvolvidos programas cada vez mais eficazes a interpretar a linguagem natural – por exemplo, os motores de busca esforçam-se por perceber aquilo que os utilizadores lhes estão a “perguntar” quando fazem uma pesquisa.
O sistema que a IBM está agora a disponibilizar é diferente daquele que foi levado ao concurso. Na altura, a empresa construiu uma máquina com um 2900 núcleos de processamento e 15 terabytes de memória RAM. Um computador portátil pode hoje ter 8GB de RAM – ou seja, cerca de 3800 vezes menos do que aquela versão do Watson. Porém, agora, os computadores Watson têm configurações mais modestas, com processadores entre 16 e 32 núcleos e 256GB de RAM A IBM pode pôr várias destas máquinas a trabalhar em simultâneo para aumentar a capacidade do sistema.
“O Jeopardy! foi seleccionado como o teste último das capacidades da máquina, porque se baseava em muitas capacidades cognitivas humanas que tradicionalmente estão para lá da capacidade dos computadores”, descreve a IBM, no site dedicado ao Watson. Estas capacidades incluem perceber significados ambíguos, ironia e rimas, responder de forma extremamente rápida e fazer “ligações lógicas subtis e complexas”. Num humano, descreve a empresa, “estas capacidades vêm com uma vida de participação em interacções humanas e em decisões, a par de uma imersão na cultura popular”.
Fonte:http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/ibm-abre-supercomputador-ao-resto-do-mundo-1612718
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